Hepatite Tipo A
Os médicos infectologistas, garantem que a melhor medida para detectá-la é saber a forma de transmissão. "As pessoas têm que saber que a hepatite C existe e pode ser adquirida por sangue contaminado", explica. O contágio ocorre pelo compartilhamento de agulhas entre usuários de drogas e uso comum de utensílios não esterilizados em salão de beleza, consultórios dentários e estúdios de tatuagens e piercings. Além disso, a pessoa pode adquirir o HCV em acidentes com objetos cortantes como bisturi e agulhas.
Escovas dentárias podem ser veículos de transmissão, já que o vírus sobrevive por até 72 horas fora do organismo humano. Pessoas que mantêm relação sexual com múltiplos parceiros sem proteção devem ficar alertas, porque a hepatite C pode também ser adquirida desta maneira.
Aconselha-se realizar exame quem já passou por algum fator de risco. Antes de 1992, por exemplo, os sangues usados em transfusões não passavam por análise laboratorial de hepatite C.
O teste clínico que diagnostica a doença é chamado sorologia, no qual são retirados 4 mililitros de sangue. A amostra é analisada em microscópio e se apresentar anticorpos contra o HCV, o paciente passa a ser acompanhado. É realizado um segundo exame mais específico, o PCR, que confirma a doença caso haja o vírus no sangue colhido.
Quem obtiver positivo para o exame de sorologia não precisa se desesperar, porque 20% dos infectados eliminam o vírus do organismo espontaneamente e se curam por completo. Aliás, a hepatite C só é confirmada quando a pessoa tem no sangue além dos anticorpos, também o vírus HCV. Neste caso, Rafael Simões afirma ser essencial procurar, o quanto antes, um infectologista ou um hepatologista para o tratamento da doença.
Os sintomas
A hepatite C ao atingir um estágio avançado começa a dar alguns sinais. O principal sintoma é cansaço, acompanhado de inchaço nas pernas e barriga, além de sangramento de nariz e gengiva. Provavelmente, a pessoa que tiver tal quadro já está em processo de falência do fígado ou com cirrose.
A cirrose é uma doença do fígado que altera as funções das suas células e dos sistemas de canais biliares e sanguíneo.
Tratamento
A hepatite C é tratada com dois tipos de medicação. O Interferon Peguilado é um remédio intravenoso, que deve ser aplicado por injeção uma vez por semana. Ele funciona como um incentivador das células de defesa. O outro medicamento é o comprimido Ribavirina, que tem por função deixar o vírus HCV mais lento no organismo do infectado.
O tratamento dura de 24 semanas a um ano. Segundo o infectologista Rafael Simões, o paciente pode considerar-se curado quando se atinge a chamada resposta virológica sustentada, ou seja, apesar da presença do HCV no sangue, o vírus encontra-se sob controle. Quando a pessoa alcança este estado, o fígado começa a se recuperar.
Os tipos de hepatite
Toda hepatite é caracterizada por inflamação no fígado, mas nem toda inflamação no fígado é hepatite. Existem sete variações da doença, (A, B, C, Delta, E, F e G), cada uma com diferentes graus de virulência e gravidade. A única que não é viral é a auto-imune, que é genética.
Os tipos de hepatite que mais acometem a população mundial são as do tipo A, B e C. Um dos fatores que agravam as conseqüências da hepatite é o fato de ela ser uma doença assintomática, ou seja, a pessoa pode estar infectada por até cerca de trinta anos sem que os sintomas se manifestem. O diagnóstico precoce pode ser feito em exames de sangue específicos para detectar hepatite.
Quando se vai doar sangue, são feitos todos os exames sorológicos, que identificam vírus como HIV e os da hepatite.
Hepatite A
A hepatite A é uma doença infecciosa aguda, causada pelo vírus da hepatite A, que produz inflamação e morte do fígado. A transmissão do vírus é fecal-oral, através da ingestão de água e alimentos contaminados, ou diretamente de uma pessoa para outra.
Uma pessoa infectada com o vírus pode ou não desenvolver a doença. A hepatite A ocorre em todos os países do mundo, inclusive nos mais desenvolvidos. É mais comum onde a infra-estrutura de saneamento básico é inadequada ou inexistente.
O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus da hepatite A. A infecção pelo vírus da hepatite A, produzindo ou não manifestações clínicas, determina imunidade permanente contra a doença. A transmissão é comum entre crianças que ainda não tenham aprendido noções de higiene, entre os que residem em mesmo domicílio ou sejam parceiros sexuais de pessoas infectadas.
Desde 1995, estão disponíveis vacinas seguras e eficazes contra a hepatite A, embora ainda de custo elevado.
A hepatite A não tem tratamento específico. As medidas terapêuticas visam reduzir o incômodo das manifestações clínicas. No período inicial da doença pode ser indicado repouso relativo, e a volta às atividades deve ser gradual. As bebidas alcoólicas devem ser abolidas. Os alimentos podem ser ingeridos de acordo com o apetite e a aceitação da pessoa, não havendo necessidade de dietas.
Colaboraram a Dra. Eloiza Quintela, médica especialista no tratamento de doenças do figado e o médico infectologista Dr. Rafael Sani Simões


